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17 de fev. de 2012

Trabalho Escravo

Não pagar músico parece que está se tornando uma tendência. Vejam só esse absurdo no regulamento do evento "MB ao Vivo Curitiba (John Bull Pub)." Será que o jeito Fora do Eixo de ser vai virar regra?



Se isso não configurar trabalho escravo, não sei mais o que poderia ser:
 
"A Melody Box (www.melodybox.com.br) disponibilizará 1 vaga para o evento MB Ao Vivo Curitiba.
1- O artista para se candidatar tem que estar cadastrado na rede Melody Box (www.melodybox.com.br), ter seu perfil com no mínimo 20 fãs.
2- Oportunidade aberta para artistas de todo Brasil.
3- A curadoria dos artistas será feita pela Melody Box
4- Serão 3 atrações por dia.
5- O evento acontecerá na casa John Bull Pub, em Curitiba – PR, no dia 09/03/2012.
6- As inscrições serão encerradas no dia 27/02/2012 às 19h
7- Uma curadoria interna se responsabilizará pela seleção de (seis) 6 artistas inscritos na oportunidade MB Ao Vivo – Curitiba, levando em consideração o estilo musical, qualidade das gravações e atividades dentro do site melodybox.com.br
8- No dia 28/02/2012 serão divulgados os 6 (seis) selecionados e iniciada a votação pública via site mbaovivo.com.br
9
- A votação pública se encerra no dia 06/03/2012.
10- O resultado será divulgado no dia 07/03/2012 em mbaovivo.com.br e no blog da MelodyBox.
11- Se ate o dia 08/03/2012 as 19h os documentos solicitados não forem enviados a MelodyBox o artista selecionado será desclassificado.
12- O simples ato da inscrição do concorrente importa, para todos os efeitos, em termo de autorização na gravação, publicação e execução da obra musical, bem como repassa, automaticamente, todos os direitos de uso de imagem do evento aos organizadores do festival. (Já começa a complicar aqui)
13- O artista ou banda selecionados terão direito de no máximo 1 (um) acompanhante por integrante e até 2 (duas) pessoas em sua equipe de produção.
14- A MelodyBox se reserva ao direito de total autonomia em sua cenografia. Não podendo ser alterados fundo de palco e outros elementos sem sua prévia autorização.
15- É de total responsabilidade dos artistas levarem seus instrumentos pessoais
16- A Melody Box se compromete a fornecer toda estrutura de som, luz, decoração que o evento exige para acontecer. (Poxa!)
17- A Melody Box disponibilizará o valor de R$200 (Duzentos reais) como ajuda de custo para o artista selecionado do site. O pagamento será feito no primeiro dia útil após o show em forma de depósito bancário na conta corrente informada anteriormente pelo artista. (DUZENTOS REAIS? ÊH, LERÊ!!!)
18- A MelodyBox não se responsabilizará pelo transporte, cachê, hospedagem e alimentação. (ÊH, LERÊ, AGAIN!!!)
19- É de total responsabilidade do artista cumprir com os horários pré estabelecidos pela produção da Melody Box, como: chegada ao local do show, passagem de som e horário de show. Tendo disponível 30 minutos de show. Implicando no não recebimento da ajuda de custo no valor de R$200 (Duzentos reais) e na possível não apresentação do artistas."



Assim tá fácil morar em Goiás, né não?

Jabá: o quê é isso mesmo?

Jabá: o quê é isso mesmo?
Os grandes conglomerados empresariais da música, ainda hoje, utilizam-se de uma prática comercial profundamente danosa à diversidade cultural brasileira, impingindo ao público ouvinte, de emissoras de rádio e de TV, um número reduzido de músicas, com a única intenção de manipulação de seus gostos musicais, direcionando o mercado consumidor segundo os seus próprios interesses. Esse artifício é conhecido como jabaculê - ou jabá -, um termo largamente utilizado na indústria da música brasileira para denominar essa espécie de suborno, onde estas empresas pagam, àquelas emissoras, pela execução de certas músicas de determinados artistas de seus catálogos.
Essa prática foi criminalizada em 2006 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados do Brasil, estabelecendo penas que variam de multa a detenção de um a dois anos, além da cassação da emissora que receber o dinheiro para colocar uma música no ar.
Já há alguns anos, os músicos brasileiros, organizados em torno do Fórum Nacional da Música, vêm discutindo políticas públicas para a área, incluindo aí o problema do combate ao jabá. Em 2005, durante as reuniões da Câmara Setorial de Música, eles elaboram um extenso documento (que pode ser encontrado aqui: http://bit.ly/w1NzCz) onde esse assunto já era tratado.
Outros setores da música também se debruçam sobre o tema há algum tempo, como, por exemplo, o Movimento pelo Fim do Jabá. Segundo Bruno Zornitta, em relato de uma reunião realizada no dia 9 de maio de 2006, no Circo Voador, Rio de Janeiro-RJ, onde participaram cerca de 50 pessoas ligadas a esse Movimento, algumas ações foram acertadas: “Primeiro, a advogada Deborah Sztajnberg informou sobre o andamento do projeto de lei 1048/03, do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), que criminaliza o jabá, e esclareceu dúvidas dos participantes da reunião. Ela disse que o projeto foi aprovado nas Comissões de Educação e Cultura; e de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática. Agora tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, tendo recebido voto favorável do relator, deputado Jamil Murad (PCdoB-SP), no último dia sete de abril.”
A advogada explicou “que o abaixo-assinado que o movimento está organizando serve para pressionar o poder público, mostrando aos parlamentares que o projeto tem o respaldo da sociedade civil. Ela ressalvou que o abaixo-assinado não deve ser confundido com projeto de Lei de Iniciativa Popular.”



15 de fev. de 2012

Quase tudo

No youtube, encontrei o vídeo da canção "Quase Tudo" (Arnaldo Antunes/Péricles Cavalcanti), com uma grande intérprete e amiga, Titane (com quem gravei já uma música em homenagem à Guerrilha do Araguaia), cantando com Arnaldo Antunes e um outro amigo e parceiro, mais recente, que conheci nas lutas do Fórum Nacional da Música: Makely Ka. Confira!

3 de fev. de 2012

Rapidinhas

Há 15 anos, música brasileira perdia Chico Science - 2 de Fevereiro de 2012 - 13h33
Há exatos 15 anos, no dia 2 de fevereiro de 1997, se calava uma das vozes mais brilhantes da nova geração da música brasileira. Enquanto dirigia de Olinda para Recife, Chico Science, que liderava o grupo Nação Zumbi, perdeu o controle do Fiat Uno que dirigia, se chocou contra um poste e morreu, aos 30 anos - interrompendo uma carreira em ascensão. Porém, os pouco mais de sete anos em esteve na ativa foram suficientes para que Francisco de Assis França, como era seu nome de batismo, causasse uma revolução na música brasileira e recolocasse Pernambuco no mapa cultural do país. Leia mais: http://bit.ly/A0DZFb

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Cultura sem expressão - 27/01/2012 às 00h00
Brasília é meio chata em janeiro. O Congresso está em recesso, as ruas estão vazias, chove quase diariamente. Parece que o tempo para na capital federal e a máxima de que o Brasil só acontece depois do Carnaval foi inventada aqui, no verdadeiro túmulo do samba. Bobagem. Nos corredores da Esplanada dos Ministérios, Brasília ferve há pelo menos duas semanas. Especialmente naqueles inoculados com o veneno antimonotonia da reforma ministerial, caso do Ministério da Cultura, de Ana de Hollanda. Leia mais em http://bit.ly/xYkL9k